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Esta energia não é verde!

  • Foto do escritor: Milvoz - APCN
    Milvoz - APCN
  • 16 de mar.
  • 2 min de leitura

A Milvoz está apreensiva perante a publicação, em Diário da República, do interesse público referente a 3 projetos solares na região de Ega (Condeixa-a-Nova), os quais implicam, em parte, a destruição de habitats florestais nativos compostos por sobreiros, entre outras espécies autóctones.


Numa transição energética que se publicita como ‘verde’, continuamos a assistir à completa omissão dos critérios de conservação da biodiversidade e dos habitats nativos. Este é apenas mais um exemplo, numa região em que não faltam zonas florestais ambientalmente degradadas, nomeadamente extensas áreas compostas por monoculturas de eucaliptal, nas quais não esteja implicado o abate de arvoredo protegido ou de habitats com relevante valor em biodiversidade. A Milvoz não compreende, por isso, a insistência na autorização de projetos lesivos para a paisagem natural por parte da administração pública, quando estes processos poderiam ser concretizados com um impacto muito menor, em áreas ambientalmente degradadas geograficamente próximas, podendo a sua concretização ser até integrada como um primeiro passo na sua recuperação ecológica.


Adicionalmente, as medidas apresentadas como compensação ambiental para o projeto são desprezíveis e insensatas, uma vez que estão previstas para uma área distante – Portalegre – num contexto geográfico e ecológico completamente distinto, e que em nada irá compensar ambientalmente o abate de um bosque maduro. As plantações como forma de compensação estão muito longe de cumprir qualquer mecanismo justo de verdadeira compensação ambiental. Para além de as árvores jovens não poderem assegurar as funções ecológicas de árvores com décadas de idade, sabemos que a taxa de mortalidade nas plantações é elevadíssima porque não se verifica, frequentemente, a correta seleção de plântulas e sua proveniência, a sua plantação adequada ou o necessário acompanhamento posterior. Prevemos, por isso, que muito provavelmente esta será mais uma plantação completamente inútil, onde restarão poucos ou nenhuns sobreiros viáveis, servindo apenas para legitimar mais um projeto deteriorador da paisagem natural.


Neste contexto, a já tão degradada região de Coimbra continua pelo caminho da destruição ambiental... Até quando? Mais tem de ser feito pelo património que é de todos e que sustenta a nossa existência. Energia verde à custa da destruição dos ecossistemas? NÃO!

 
 
 

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